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0 “Escrever meu blog significa ampliar meus horizontes”, diz Yara Peres, blogueira e vice-presidente do Grupo CDN. Em nosso bate-papo, além dos benefícios pessoais, ela conta sobre as vantagens (do blog) para a sua empresa. Mudanças no comportamento do consumidor, posicionamento das organizações e da comunicação empresarial aos novos tempos e o que se deve esperar de um blog corporativo. Participação e contéudo gerado pelos consumidores em mídias e redes sociais e a intervenção nestes espaços também estão em pauta. 

Conteúdo B – Quais os benefícios para a Yara manter o seu blog?

Yara Peres: Para mim, escrever meu blog significa ampliar meus horizontes. Para colocar meus pensamentos no ar, de forma organizada na linguagem do blog, tenho que estudar mais, ler mais, abrir mais a cabeça para o futuro da área em que atuo. Isso tem me ajudado a colocar em ordem todos os conceitos que vivencio na prática. Meu blog tem me ajudado a me tornar uma pessoa melhor (espero!!!).

Conteúdo B – E para o Grupo CDN?

Yara Peres: Para a CDN, os benefícios são diretos. Ao me expor no blog, estou também expondo a forma da minha empresa pensar e atuar, afinal, não se pode separar a pessoa física da pessoa jurídica quando falamos em atitudes, principalmente se você for sócio, certo?

Conteúdo B – Tenho lido, inclusive no seu blog, que nos últimos anos o comportamento e a expectativa do consumidor em relação às marcas e organizações mudaram bastante. De que maneira isto ocorreu e qual é a realidade atual?

Yara Peres: Thomas Friedman, no seu livro O Mundo é Plano, mostra que a globalização mudou não apenas a forma dos países comercializarem seus produtos e serviços. As pessoas que compõem esses países também mudaram, principalmente por causa do acesso às informações e histórias mundiais. A tecnologia da informação tem sido poderosa aliada do mundo moderno, mais plano, mais próximo do que o mundo anterior que distanciava as pessoas e suas experiências de vida. No mundo plano ficamos sabendo mais depressa e aprendendo mais depressa sobre experiências boas e más que outros viveram e procuramos não repetir os mesmos erros. Isso, com o tempo, nos torna mais seletivos, mais exigentes, menos manipuláveis. O novo consumidor é resultado desse compartilhamento inevitável.

Conteúdo B – Como as empresas e a comunicação empresarial vêm lidando e se posicionando aos novos tempos? E de que forma elas devem agir?

Yara Peres: Ainda são poucas as empresas e os executivos de comunicação que entenderam esse novo consumidor ativo e demandante que já está no mercado. É natural que assim seja porque estamos vivendo um período de transição. Grandes empresas como a Unilever, por exemplo, já avançaram no entendimento do seu novo consumidor. Há outras tantas que também já testam modelos para isso. São tentativas que merecem ser observadas com carinho. Podem servir de modelos.

Conteúdo B – O blog corporativo pode ser um canal de aproximação entre essas partes?

Yara Peres: O blog corporativo tem um papel importante nesse processo. É importante lembrar que a comunicação não deve se apoiar exclusivamente nele, mas, sem dúvida, o blog tem um desempenho que pode ajudar muito. Creio que as corporações ainda não encontraram o lugar certo para ele – o blog – no seu planejamento de comunicação e ainda esperam resultados imediatos e milagrosos dele. Essa é a postura errada e pode frustrar.

Conteúdo B – E o que as empresas podem esperar desta ferramenta?

Yara Peres: As empresas devem esperar  do blog o que ele pode dar, ou seja o contato pessoal do executivo (ou os executivos) da empresa demonstrando que a empresa é o que seus executivos são. O blog deixará claro e transparente se há ou não coerência entre os valores, a postura e a visão da empresa (pessoa jurídica) e a dos executivos que se expressam pelo blog como pessoas físicas. Além disso, que vale ouro, o blog permite um canal de diálogo e criação de imagem para ambos – empresa e executivo.

Conteúdo B – A participação e o conteúdo gerado pelo consumidor através das mídias sociais e redes sociais já podem ser consideradas tendências?

Yara Peres: Sim. São mais do que uma tendência,  elas já são uma realidade. Ainda é difícil para as empresas entenderem a força das redes sociais na sua marca, mas elas já começam a se preocupar com isso. Já é um começo. O “prossumidor”, termo criado por Alvin Toffler para definir a mistura de produtor de conteúdo e consumidor, já ocupa espaço e incomoda (no bom sentido da palavra) as empresas. Elas já começam a se perguntar como fazer para abrir espaço nas suas estratégias para ouvir e reagir à participação dos prossumidores.

Conteúdo B – Qual é a melhor forma, se é que existe, da empresa participar ou intervir nos diálogos nestes espaços, principalmente quando estão falando mal da minha marca?

Yara Peres: As formas de intervenção devem nascer caso a caso, mas nunca no sentido de bloquear o que não interessa e privilegiar só o que interessa. Se uma empresa decide pelo blog corporativo, ela também terá decidido pela exposição e transparência. De qualquer forma, o blog corporativo, mais do que um meio de falar, deve ser visto como uma poderosa ferramenta para OUVIR e aprender.

 

Yara Peres é vice-presidente e sócia do Grupo CDN. Mantém o seu blog na página da empresa desde agosto de 2006. Formada em Jornalismo e Publicidade, atua como consultora de comunicação, é responsável pela supervisão de contas e pela área de Treinamento da CDN Comunicação Corporativa.

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google-logo Imagine todos os serviços do Google fora do ar. Ou seja, nada de Gmail, Gtalk, Orkut ou YouTube. Até ai tudo bem. Mas, e se a ferramenta de busca também desaparecesse? Sem vítimas? Não sei precisar, mas para mim e para muitos faria uma grande falta. Sinceramente, não conheço ninguém que utilize os buscadores dos concorrentes.

“Três dias sem o Google”. Este foi o título do desafio que resultou na reportagem vivida e contada por André Cardozo, ex-editor da InfoExame, para a revista de mesmo nome. Morando atualmente em Dublin, na Irlanda, ele faz um mestrado em Multimídia e o seu primeiro desafio foi contar para o seu colega de curso irlandês a respeito da experiência. Vale considerar que neste momento o seu estudo envolvia o uso de APIs do Google Maps e o YouTube.

Após a compreensão daqueles a sua volta, teve que se conformar que em alguns casos não haveria alternativas. Substituir o orkut por outra rede social seria uma delas, mas esta seria a menor das preocupações, conta Cardozo. “Também poderia usar outros serviços de webmail, mas o Gmail teria que esperar, assim como as contas no AdSense e AdWords”, afirma.

Buscador. A primeira tentativa foi o Cuil, recém-criado por ex-Glooglers. Uma busca por Olympics 2008, por exemplo, resultou em dez links para blogs que protestavam contra os jogos e um link para o Wikipedia sobre uma versão alternativa da Olimpíada ocorrida no Tibete em maio. Site oficial dos jogos? Nem pensar. Outra alternativa foi o Mahalo que se saiu um pouco melhor, mas apenas para termos conhecidos. Para ele, a decisão correta foi a utilização dos vovôs Yahoo! e Ask.com .

Após as 72 horas de abstinência, André Cardozo chegou a uma conclusão: “Ficar sem os serviços do Google é algo que não desejaria a ninguém. É mais ou menos como quebrar uma perna: dá pra andar, mas com bastante dificuldade”. Recentemente, a empresa lançou o browser Google Chrome. Para a medição da audiência de muitos sites e blogs há o Google Analytics e muitos outros aplicativos ainda poderiam ser citados.

E você, leitor, como viveria sem estes serviços? Existe também o outro lado da moeda. Com tanta informação que o Google possui sobre os usuários, será que algum dia seremos reféns incondicionais? Qual é a sua opinião sobre este assunto?

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blog dayParabéns aos blogueros do mundo inteiro neste nosso dia. O Blog Day foi criado com o intuito de divulgar novos blogs, e para fazer parte da festa é muito simples. Cada um deve indicar e linkar 5 amigos interessantes para que todos os visitantes da sua página possam conhecê-los. A escolha desta data ocorre graças a um fato que eu considero muito curioso: 31/08 forma a palavra BLOG. No meu processo de escolha, levei em conta principalmente aqueles que eu costumo visitar e interagir – via e-mail ou MSN – com mais frequência. Lá vai:

RPalavreando
Blog 3
Peixe Fresco
A vida como a vida quer
Blog Corporativo

E dá-lhe os blogs!!!

 

Fonte:

Comunicadores

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MLOG

Dois anos. É a idade que o blog do MercadoLivre.com (MLOG) completa neste mês de agosto. Para um blog corporativo no Brasil pode-se dizer que é uma idade avançada, tendo em vista que só agora as empresas estão despertando para este tipo de relacionamento. Comemoração por lá. Por aqui quem ganha o presente é você, leitor do Conteúdo B.

Conversei com o Diretor Presidente e blogueiro do MercadoLivre, Stelleo Tolda, a respeito do seu blog. O executivo conta sobre a sua experiência nesse período, o que motivou a implementação da ferramenta naquela época, aconselha àqueles que ainda estão em dúvida na aquisição e aponta o perfil das empresas que podem/devem utilizar o blog corporativo. Stelleo Tolda aborda também os públicos envolvidos nesta via de comunicação, o seu diferencial e a possibilidade de caminhar lado a lado com os demais veículos empresariais.

Conteúdo B- Quais os motivos que levaram o MercadoLivre a implementar o blog?

Stelleo Tolda: Sentimos a necessidade de dialogarmos mais com o mundo digital, com outros blogueiros e de ter um termômetro em tempo real em relação à empresa. O blog, portanto, me pareceu a ferramenta adequada para isso.

Conteúdo B – O MLOG está há dois anos no ar. Como o senhor avalia a ferramenta neste período? 

S.Tolda: O blog teve início de forma tímida e com pouca participação dos internautas. Aos poucos, foi ganhando a atenção da mídia (fomos alvo de várias matérias sobre o tema) e dos internautas. Isso sem falar da atenção que conquistamos junto a blogueiros importantes. Acredito que o saldo geral do blog é positivo nestes dois anos. Completaremos hoje 444 posts e 391 comentários divididos em oito categorias. Já tivemos mais de 57 mil pageviews, mas, mais do que os números sabemos que o blog marcou o MercadoLivre como uma empresa pioneira na adoção da ferramenta. Mostra uma disposição nossa em abrir-se para o diálogo, participar do que acontece na webesfera.

Conteúdo B Li que nos EUA e Europa as empresas estão bem mais à frente em relação ao uso de blog corporativo. Devido a este fato, alguns especialistas consideram que o país ainda está engatinhando. O que o senhor diria aos outros presidentes/diretores de organizações que ainda estão em dúvida sobre a utilização do blog?

S.Tolda: É preciso ter vocação para blogueiro: postar com regularidade, responder comentários, encaminhar reclamações, ler muito, estar antenado ao que acontece no mundo on e offline. Além disso, a empresa precisa ser participativa e estar disposta a ouvir o que os outros têm a dizer dela. Por isso, eu recomendo o blog apenas para aqueles presidentes e executivos que estejam dispostos a abraçar essa causa e tudo o que ela envolve.

Conteúdo B- Na sua opinião, que tipo de empresa deve implementá-lo? Por que?

S.Tolda: Empresas que estejam, em primeiro lugar, dispostas a ouvir o que é dito sobre ela na web. Empresas de cultura participativa, baseadas em construções coletivas de conteúdo, colaborativas, e que tenham boas histórias para contar. O MercadoLivre tem em seu DNA essas características e por isso comportou o blog como ferramenta de comunicação. Algo fora desse contexto, não seria viável…

Conteúdo B – Que diferenciais o blog possui e quais os públicos atingidos pela empresa?

S.Tolda: O blog não substitui outras ferramentas de comunicação, ele a complementa. Os seus maiores diferenciais são interatividade, velocidade de resposta, construção coletiva e diálogo. (Já os públicos afetados,) a blogosfera ligada às áreas de tecnologia, mundo digital, comércio eletrônico. Além de usuários e admiradores do site MercadoLivre.

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Stelleo Tolda é Diretor Presidente do MercadoLivre.com desde novembro de 1999. É autor do blog MLOG (http://mercadolivre.com.br/mlog) e da coluna mensal B2U. De acordo com o Mapa de Mídia Social no Brasil (ref.:jul/08), apresentado por Wagner Fontoura (Boombust), S. Tolda está na lista daqueles com maior representação na blogosfera brasileira.

 

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Pesquisa realizada com os 30 maiores títulos do país, responsáveis por 83% da circulação total, aponta avanço médio de 8,8% na circulação dos jornais. Filiados ao Instituto Verificador de Circulação, a comparação ocorre entre o primeiro semestre de 2007 e 2008.

Contrariando os mercados mundiais, o fato aconteceu principalmente pela subida dos jornais populares:  Aqui MG (128%), Super Notícia (67%), Daqui (58%) e Expresso da Informação (27%). Neste mesmo grupo, descem a ladeira: Diário de S. Paulo (-8,4%), O Dia (-8%), Gazeta do Povo (-6,4%) e Jornal do Brasil (-5%).

Com média de 317 mil exemplares diários e crescimento de 5,9%, a Folha de S.Paulo lidera o ranking geral de circulação:
2º Extra (média diária de 315.246, o que representa queda de 0,2%);
3º Super Notícia (média de 301.362; alta de 67%);
4º O Globo (média de 281.823; alta de 2,4%);
5º O Estado de S.Paulo (média de 257.810; alta de 8,1%);
6º Meia Hora (média de 222.863; alta de 12,7%);
7º Zero Hora (média de 177.950; alta de 1,3%);
8º Diário Gaúcho (média de 166.745; alta de 10,4%);
9º Correio do Povo (média de 153.916; queda de 1%);
10º Lance (média de 122.503; alta de 5,8%).

E você, leitor, qual é a sua opinião em relação a estes números? A linguagem dos jornais populares acerta o seu público com maior eficiência? O preço é o grande atrativo? As camadas de classe de menor poder aquisitivo estão buscando mais informação? Colabore.

 

Fonte: Meio e Mensagem (Título: Circulação de jornais aumenta 8% no primeiro semestre), por Alexandre Zaghi Lemos, em 29/07/2008.
Enviado por Marina Carmona, via e-mail.

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Transparência, a primeira palavra do Código de Conduta do Blog Tecnisa. No nosso bate-papo, o blogueiro e analista de e-business, Roberto Loureiro, demonstrou que ela não está ali à toa, transformando-a em adjetivo da organização. Confesso que fiquei impressionado com a nossa conversa, principalmente quando ele relata abertamente casos em que o blog serviu para trazer alguns problemas à tona, com exemplos reais. É o caso do uso do blog para gerenciamento de crise e um outro para o alinhamento de processo interno. Durante este post, comento esta atitude fora do padrão das empresas brasileiras, que preferem esconder as informações desagradáveis. Satisfação e números de acessos à ferramenta também foram tratados por Loureiro.

Conteúdo B: O senhor e a empresa estão satisfeitos com o blog?

Roberto Loureiro: Estamos muito satisfeitos com o blog. Como estratégia de visita ao site, o blog contribui para o trabalho de busca orgânica, que representa 12% das visitas ao site da Tecnisa. Além da visibilidade gerada para a empresa através da cobertura da imprensa sobre o blog corporativo da Tecnisa.

Conteúdo B: Qual é o percentual (número) de usuários que clicam no link referente ao blog após entrar no site?

Roberto Loureiro: Apenas 1% dos visitantes do site Tecnisa clicam no link que leva o usuário do site até o blog.  Esse 1% representa um número aproximado de 5 mil usuários por mês. Estes usuários vindos do site representam 20% das visitas totais do blog. Ou seja, das 25.000 visitas que o blog tem por mês, 5.000 vem diretamente do site, os outros 20.000, de mecanismos de buscas, links patrocinados ou acesso direto. Concluindo: apesar da porcentagem de pessoas que vão diretamente do site até o blog ser pequena, se comparada ao total do site, é bastante representativa para o blog.

Conteúdo B: Quais os benefícios do blog para a empresa? Explique.

Roberto Loureiro: O principal benefício que o blog proporciona é a transparência, e isso gera uma boa reputação para a Tecnisa. É um canal aberto e sem mediações, nossos clientes quando não conseguem resolver seus problemas nas vias normais, acabam parando no blog e postando suas reclamações, o que transforma  o blog numa ferramenta de ouvidoria, aberta ao publico e que melhora nossos processos internos. Acreditamos firmemente que assumir publicamente qualquer post colocado no blog demonstra que não temos medo de nossas ações, ou erros. Significa que temos muito mais confiança em nossos acertos e crenças do que em nossas deficiências. Assumimos que podemos errar, que assumiremos nossos erros e que estes serão corrigidos, o quanto antes, dentro das regras do segmento. Um exemplo prático que posso te fornecer é o post que falamos de um atraso em nossas obras (clique neste link). Eu te pergunto agora: tal atitude traz reputação? Nós acreditamos que sim.

Conteúdo B: Que tipo de mudança de processo ocorreu através da ferramenta?

Roberto Loureiro: Um exemplo de processo interno que mudou devido ao blog foi a tramitação de alguns documentos. Como exemplo, verificamos no site algumas reclamações ou questionamentos sobre um tipo de documento, o de entrega de chaves. Nesse momento os nossos clientes já estão super ansiosos por receber as chaves da realização de seus sonhos, a expectativa deles é alta e a zona de tolerância se torna bastante reduzida nessa fase. Esse documento ia para o Departamento jurídico que agilizava todo o processo de liberação e entrega, porém percebemos que o jurídico não trabalha com a mesma percepção de foco no cliente que o relacionamento possui. Hoje em dia esse documento vai diretamente para o relacionamento que alinha as expectativas de nossos clientes à realidade do processo, diminuindo desta forma a ansiedade, a frustração e as reclamações.

tecnisa Blog Tecnisa é o primeiro blog corporativo do Mercado Imobiliário. Ele é mantido pela construtora Tecnisa como meio de comunicação e relacionamento com seus stakeholders. Roberto Loureiro atua como blogueiro e analista de e-business da empresa.

 

Andre Sampaio(eu), editor do Conteúdo B: Repare nessa mudança de atitude. É neste momento que a credibilidade é testada. Fiquei surpreso com a divulgação do link, mas, ao mesmo tempo, feliz. A Tecnisa só explanou notícias ruins, isto é bom?, deve estar se perguntando o leitor. O melhor seria se tudo isso não tivesse ocorrido, claro. Mas acontece, quem não está sujeito a erros ou a crises? Uma coisa a empresa prova, eles não estão sendo omissos. Relacionamento e comunicação são importantes nos bons e também nos momentos ruins. Até nisso mostraram pioneirismo, pois o padrão das empresas brasileiras é dificultar o acesso às notícias desagradáveis. Há quem enxergue boas oportunidades mesmo nos momentos difíceis. A saída é a verdade.

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Li recentemente na revista Época uma entrevista com o sociólogo e consultor americano, Hy Mariampolski, um dos pesquisadores mais antenados nas novas tendências globais de consumo. Para ele, os consumidores hoje estão mais céticos e já não acreditam em tudo o que os marqueteiros falam. “Os consumidores querem ser respeitados, ouvidos e tratados como seres inteligentes”, diz. Para Mariampolski, a internet deixou as empresas mais vulneráveis. “Não dá mais para enganar ninguém”, afirma.

Segundo o especialista, “quando queremos aprender sobre um novo jogo, podemos descobrir coisas sobre ele de forma instantânea, com quem o conhece na Coréia, na França. Isso faz grande diferença. Vale para o uso, compras, novas idéias”. Produtos que não funcionam e empresas que agem de má fé também entram na lista dos investigáveis.

“Não dá mais para enganar ninguém, porque, se algum produto não funcionar no Japão, podemos descobrir isso de forma instantânea nos Estados Unidos ou no Brasil”, afirma. Toda essa mudança afetou a vida do marqueteiro, que, de acordo com Mariampolski, tenta se adaptar ao novo cenário: o que os marqueteiros estão fazendo – e têm de fazer – é intensificar sua relação com o consumidor. “Não apenas na internet, mas com consumidores reais”, constata (Fonte: revista Época).

Web 2.0

Note que há algumas características do conceito de Tim O´Reilly Media sobre Web 2.0, descrito aqui mesmo no Conteúdo B: simplificação das interfaces, participação do usuário, mudança no relacionamento.

Etnografia

Por muito tempo, o setor de pesquisa de mercado se satisfazia só com perguntas as suas respostas. Reportagem do Portal Exame afirma que “por isso, cada vez mais empresas recorrem a uma técnica surgida a partir dos estudos do comportamento de tribos e comunidades primitivas: a etnografia, o ramo da antropologia que se dedica à pesquisa de campo”.     

‘O manual do marketing etnográfico posto em prática pelas corporações baseia-se no pressuposto de que, para conhecer de verdade um consumidor, é preciso conviver com ele e prestar atenção em sua rotina – onde mora, como se alimenta, que roupas usa, como se comporta no trabalho. “Temos oportunidade de pescar coisas que jamais seriam notadas em pesquisas convencionais”, afirma Dulce Perdigão, diretora de pesquisas da Unilever para a América Latina’ (Fonte: Portal Exame).

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