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0 “Escrever meu blog significa ampliar meus horizontes”, diz Yara Peres, blogueira e vice-presidente do Grupo CDN. Em nosso bate-papo, além dos benefícios pessoais, ela conta sobre as vantagens (do blog) para a sua empresa. Mudanças no comportamento do consumidor, posicionamento das organizações e da comunicação empresarial aos novos tempos e o que se deve esperar de um blog corporativo. Participação e contéudo gerado pelos consumidores em mídias e redes sociais e a intervenção nestes espaços também estão em pauta. 

Conteúdo B – Quais os benefícios para a Yara manter o seu blog?

Yara Peres: Para mim, escrever meu blog significa ampliar meus horizontes. Para colocar meus pensamentos no ar, de forma organizada na linguagem do blog, tenho que estudar mais, ler mais, abrir mais a cabeça para o futuro da área em que atuo. Isso tem me ajudado a colocar em ordem todos os conceitos que vivencio na prática. Meu blog tem me ajudado a me tornar uma pessoa melhor (espero!!!).

Conteúdo B – E para o Grupo CDN?

Yara Peres: Para a CDN, os benefícios são diretos. Ao me expor no blog, estou também expondo a forma da minha empresa pensar e atuar, afinal, não se pode separar a pessoa física da pessoa jurídica quando falamos em atitudes, principalmente se você for sócio, certo?

Conteúdo B – Tenho lido, inclusive no seu blog, que nos últimos anos o comportamento e a expectativa do consumidor em relação às marcas e organizações mudaram bastante. De que maneira isto ocorreu e qual é a realidade atual?

Yara Peres: Thomas Friedman, no seu livro O Mundo é Plano, mostra que a globalização mudou não apenas a forma dos países comercializarem seus produtos e serviços. As pessoas que compõem esses países também mudaram, principalmente por causa do acesso às informações e histórias mundiais. A tecnologia da informação tem sido poderosa aliada do mundo moderno, mais plano, mais próximo do que o mundo anterior que distanciava as pessoas e suas experiências de vida. No mundo plano ficamos sabendo mais depressa e aprendendo mais depressa sobre experiências boas e más que outros viveram e procuramos não repetir os mesmos erros. Isso, com o tempo, nos torna mais seletivos, mais exigentes, menos manipuláveis. O novo consumidor é resultado desse compartilhamento inevitável.

Conteúdo B – Como as empresas e a comunicação empresarial vêm lidando e se posicionando aos novos tempos? E de que forma elas devem agir?

Yara Peres: Ainda são poucas as empresas e os executivos de comunicação que entenderam esse novo consumidor ativo e demandante que já está no mercado. É natural que assim seja porque estamos vivendo um período de transição. Grandes empresas como a Unilever, por exemplo, já avançaram no entendimento do seu novo consumidor. Há outras tantas que também já testam modelos para isso. São tentativas que merecem ser observadas com carinho. Podem servir de modelos.

Conteúdo B – O blog corporativo pode ser um canal de aproximação entre essas partes?

Yara Peres: O blog corporativo tem um papel importante nesse processo. É importante lembrar que a comunicação não deve se apoiar exclusivamente nele, mas, sem dúvida, o blog tem um desempenho que pode ajudar muito. Creio que as corporações ainda não encontraram o lugar certo para ele – o blog – no seu planejamento de comunicação e ainda esperam resultados imediatos e milagrosos dele. Essa é a postura errada e pode frustrar.

Conteúdo B – E o que as empresas podem esperar desta ferramenta?

Yara Peres: As empresas devem esperar  do blog o que ele pode dar, ou seja o contato pessoal do executivo (ou os executivos) da empresa demonstrando que a empresa é o que seus executivos são. O blog deixará claro e transparente se há ou não coerência entre os valores, a postura e a visão da empresa (pessoa jurídica) e a dos executivos que se expressam pelo blog como pessoas físicas. Além disso, que vale ouro, o blog permite um canal de diálogo e criação de imagem para ambos – empresa e executivo.

Conteúdo B – A participação e o conteúdo gerado pelo consumidor através das mídias sociais e redes sociais já podem ser consideradas tendências?

Yara Peres: Sim. São mais do que uma tendência,  elas já são uma realidade. Ainda é difícil para as empresas entenderem a força das redes sociais na sua marca, mas elas já começam a se preocupar com isso. Já é um começo. O “prossumidor”, termo criado por Alvin Toffler para definir a mistura de produtor de conteúdo e consumidor, já ocupa espaço e incomoda (no bom sentido da palavra) as empresas. Elas já começam a se perguntar como fazer para abrir espaço nas suas estratégias para ouvir e reagir à participação dos prossumidores.

Conteúdo B – Qual é a melhor forma, se é que existe, da empresa participar ou intervir nos diálogos nestes espaços, principalmente quando estão falando mal da minha marca?

Yara Peres: As formas de intervenção devem nascer caso a caso, mas nunca no sentido de bloquear o que não interessa e privilegiar só o que interessa. Se uma empresa decide pelo blog corporativo, ela também terá decidido pela exposição e transparência. De qualquer forma, o blog corporativo, mais do que um meio de falar, deve ser visto como uma poderosa ferramenta para OUVIR e aprender.

 

Yara Peres é vice-presidente e sócia do Grupo CDN. Mantém o seu blog na página da empresa desde agosto de 2006. Formada em Jornalismo e Publicidade, atua como consultora de comunicação, é responsável pela supervisão de contas e pela área de Treinamento da CDN Comunicação Corporativa.

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google-logo Imagine todos os serviços do Google fora do ar. Ou seja, nada de Gmail, Gtalk, Orkut ou YouTube. Até ai tudo bem. Mas, e se a ferramenta de busca também desaparecesse? Sem vítimas? Não sei precisar, mas para mim e para muitos faria uma grande falta. Sinceramente, não conheço ninguém que utilize os buscadores dos concorrentes.

“Três dias sem o Google”. Este foi o título do desafio que resultou na reportagem vivida e contada por André Cardozo, ex-editor da InfoExame, para a revista de mesmo nome. Morando atualmente em Dublin, na Irlanda, ele faz um mestrado em Multimídia e o seu primeiro desafio foi contar para o seu colega de curso irlandês a respeito da experiência. Vale considerar que neste momento o seu estudo envolvia o uso de APIs do Google Maps e o YouTube.

Após a compreensão daqueles a sua volta, teve que se conformar que em alguns casos não haveria alternativas. Substituir o orkut por outra rede social seria uma delas, mas esta seria a menor das preocupações, conta Cardozo. “Também poderia usar outros serviços de webmail, mas o Gmail teria que esperar, assim como as contas no AdSense e AdWords”, afirma.

Buscador. A primeira tentativa foi o Cuil, recém-criado por ex-Glooglers. Uma busca por Olympics 2008, por exemplo, resultou em dez links para blogs que protestavam contra os jogos e um link para o Wikipedia sobre uma versão alternativa da Olimpíada ocorrida no Tibete em maio. Site oficial dos jogos? Nem pensar. Outra alternativa foi o Mahalo que se saiu um pouco melhor, mas apenas para termos conhecidos. Para ele, a decisão correta foi a utilização dos vovôs Yahoo! e Ask.com .

Após as 72 horas de abstinência, André Cardozo chegou a uma conclusão: “Ficar sem os serviços do Google é algo que não desejaria a ninguém. É mais ou menos como quebrar uma perna: dá pra andar, mas com bastante dificuldade”. Recentemente, a empresa lançou o browser Google Chrome. Para a medição da audiência de muitos sites e blogs há o Google Analytics e muitos outros aplicativos ainda poderiam ser citados.

E você, leitor, como viveria sem estes serviços? Existe também o outro lado da moeda. Com tanta informação que o Google possui sobre os usuários, será que algum dia seremos reféns incondicionais? Qual é a sua opinião sobre este assunto?

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blog dayParabéns aos blogueros do mundo inteiro neste nosso dia. O Blog Day foi criado com o intuito de divulgar novos blogs, e para fazer parte da festa é muito simples. Cada um deve indicar e linkar 5 amigos interessantes para que todos os visitantes da sua página possam conhecê-los. A escolha desta data ocorre graças a um fato que eu considero muito curioso: 31/08 forma a palavra BLOG. No meu processo de escolha, levei em conta principalmente aqueles que eu costumo visitar e interagir – via e-mail ou MSN – com mais frequência. Lá vai:

RPalavreando
Blog 3
Peixe Fresco
A vida como a vida quer
Blog Corporativo

E dá-lhe os blogs!!!

 

Fonte:

Comunicadores

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MLOG

Dois anos. É a idade que o blog do MercadoLivre.com (MLOG) completa neste mês de agosto. Para um blog corporativo no Brasil pode-se dizer que é uma idade avançada, tendo em vista que só agora as empresas estão despertando para este tipo de relacionamento. Comemoração por lá. Por aqui quem ganha o presente é você, leitor do Conteúdo B.

Conversei com o Diretor Presidente e blogueiro do MercadoLivre, Stelleo Tolda, a respeito do seu blog. O executivo conta sobre a sua experiência nesse período, o que motivou a implementação da ferramenta naquela época, aconselha àqueles que ainda estão em dúvida na aquisição e aponta o perfil das empresas que podem/devem utilizar o blog corporativo. Stelleo Tolda aborda também os públicos envolvidos nesta via de comunicação, o seu diferencial e a possibilidade de caminhar lado a lado com os demais veículos empresariais.

Conteúdo B- Quais os motivos que levaram o MercadoLivre a implementar o blog?

Stelleo Tolda: Sentimos a necessidade de dialogarmos mais com o mundo digital, com outros blogueiros e de ter um termômetro em tempo real em relação à empresa. O blog, portanto, me pareceu a ferramenta adequada para isso.

Conteúdo B – O MLOG está há dois anos no ar. Como o senhor avalia a ferramenta neste período? 

S.Tolda: O blog teve início de forma tímida e com pouca participação dos internautas. Aos poucos, foi ganhando a atenção da mídia (fomos alvo de várias matérias sobre o tema) e dos internautas. Isso sem falar da atenção que conquistamos junto a blogueiros importantes. Acredito que o saldo geral do blog é positivo nestes dois anos. Completaremos hoje 444 posts e 391 comentários divididos em oito categorias. Já tivemos mais de 57 mil pageviews, mas, mais do que os números sabemos que o blog marcou o MercadoLivre como uma empresa pioneira na adoção da ferramenta. Mostra uma disposição nossa em abrir-se para o diálogo, participar do que acontece na webesfera.

Conteúdo B Li que nos EUA e Europa as empresas estão bem mais à frente em relação ao uso de blog corporativo. Devido a este fato, alguns especialistas consideram que o país ainda está engatinhando. O que o senhor diria aos outros presidentes/diretores de organizações que ainda estão em dúvida sobre a utilização do blog?

S.Tolda: É preciso ter vocação para blogueiro: postar com regularidade, responder comentários, encaminhar reclamações, ler muito, estar antenado ao que acontece no mundo on e offline. Além disso, a empresa precisa ser participativa e estar disposta a ouvir o que os outros têm a dizer dela. Por isso, eu recomendo o blog apenas para aqueles presidentes e executivos que estejam dispostos a abraçar essa causa e tudo o que ela envolve.

Conteúdo B- Na sua opinião, que tipo de empresa deve implementá-lo? Por que?

S.Tolda: Empresas que estejam, em primeiro lugar, dispostas a ouvir o que é dito sobre ela na web. Empresas de cultura participativa, baseadas em construções coletivas de conteúdo, colaborativas, e que tenham boas histórias para contar. O MercadoLivre tem em seu DNA essas características e por isso comportou o blog como ferramenta de comunicação. Algo fora desse contexto, não seria viável…

Conteúdo B – Que diferenciais o blog possui e quais os públicos atingidos pela empresa?

S.Tolda: O blog não substitui outras ferramentas de comunicação, ele a complementa. Os seus maiores diferenciais são interatividade, velocidade de resposta, construção coletiva e diálogo. (Já os públicos afetados,) a blogosfera ligada às áreas de tecnologia, mundo digital, comércio eletrônico. Além de usuários e admiradores do site MercadoLivre.

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Stelleo Tolda é Diretor Presidente do MercadoLivre.com desde novembro de 1999. É autor do blog MLOG (http://mercadolivre.com.br/mlog) e da coluna mensal B2U. De acordo com o Mapa de Mídia Social no Brasil (ref.:jul/08), apresentado por Wagner Fontoura (Boombust), S. Tolda está na lista daqueles com maior representação na blogosfera brasileira.

 

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Pesquisa realizada com os 30 maiores títulos do país, responsáveis por 83% da circulação total, aponta avanço médio de 8,8% na circulação dos jornais. Filiados ao Instituto Verificador de Circulação, a comparação ocorre entre o primeiro semestre de 2007 e 2008.

Contrariando os mercados mundiais, o fato aconteceu principalmente pela subida dos jornais populares:  Aqui MG (128%), Super Notícia (67%), Daqui (58%) e Expresso da Informação (27%). Neste mesmo grupo, descem a ladeira: Diário de S. Paulo (-8,4%), O Dia (-8%), Gazeta do Povo (-6,4%) e Jornal do Brasil (-5%).

Com média de 317 mil exemplares diários e crescimento de 5,9%, a Folha de S.Paulo lidera o ranking geral de circulação:
2º Extra (média diária de 315.246, o que representa queda de 0,2%);
3º Super Notícia (média de 301.362; alta de 67%);
4º O Globo (média de 281.823; alta de 2,4%);
5º O Estado de S.Paulo (média de 257.810; alta de 8,1%);
6º Meia Hora (média de 222.863; alta de 12,7%);
7º Zero Hora (média de 177.950; alta de 1,3%);
8º Diário Gaúcho (média de 166.745; alta de 10,4%);
9º Correio do Povo (média de 153.916; queda de 1%);
10º Lance (média de 122.503; alta de 5,8%).

E você, leitor, qual é a sua opinião em relação a estes números? A linguagem dos jornais populares acerta o seu público com maior eficiência? O preço é o grande atrativo? As camadas de classe de menor poder aquisitivo estão buscando mais informação? Colabore.

 

Fonte: Meio e Mensagem (Título: Circulação de jornais aumenta 8% no primeiro semestre), por Alexandre Zaghi Lemos, em 29/07/2008.
Enviado por Marina Carmona, via e-mail.

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Transparência, a primeira palavra do Código de Conduta do Blog Tecnisa. No nosso bate-papo, o blogueiro e analista de e-business, Roberto Loureiro, demonstrou que ela não está ali à toa, transformando-a em adjetivo da organização. Confesso que fiquei impressionado com a nossa conversa, principalmente quando ele relata abertamente casos em que o blog serviu para trazer alguns problemas à tona, com exemplos reais. É o caso do uso do blog para gerenciamento de crise e um outro para o alinhamento de processo interno. Durante este post, comento esta atitude fora do padrão das empresas brasileiras, que preferem esconder as informações desagradáveis. Satisfação e números de acessos à ferramenta também foram tratados por Loureiro.

Conteúdo B: O senhor e a empresa estão satisfeitos com o blog?

Roberto Loureiro: Estamos muito satisfeitos com o blog. Como estratégia de visita ao site, o blog contribui para o trabalho de busca orgânica, que representa 12% das visitas ao site da Tecnisa. Além da visibilidade gerada para a empresa através da cobertura da imprensa sobre o blog corporativo da Tecnisa.

Conteúdo B: Qual é o percentual (número) de usuários que clicam no link referente ao blog após entrar no site?

Roberto Loureiro: Apenas 1% dos visitantes do site Tecnisa clicam no link que leva o usuário do site até o blog.  Esse 1% representa um número aproximado de 5 mil usuários por mês. Estes usuários vindos do site representam 20% das visitas totais do blog. Ou seja, das 25.000 visitas que o blog tem por mês, 5.000 vem diretamente do site, os outros 20.000, de mecanismos de buscas, links patrocinados ou acesso direto. Concluindo: apesar da porcentagem de pessoas que vão diretamente do site até o blog ser pequena, se comparada ao total do site, é bastante representativa para o blog.

Conteúdo B: Quais os benefícios do blog para a empresa? Explique.

Roberto Loureiro: O principal benefício que o blog proporciona é a transparência, e isso gera uma boa reputação para a Tecnisa. É um canal aberto e sem mediações, nossos clientes quando não conseguem resolver seus problemas nas vias normais, acabam parando no blog e postando suas reclamações, o que transforma  o blog numa ferramenta de ouvidoria, aberta ao publico e que melhora nossos processos internos. Acreditamos firmemente que assumir publicamente qualquer post colocado no blog demonstra que não temos medo de nossas ações, ou erros. Significa que temos muito mais confiança em nossos acertos e crenças do que em nossas deficiências. Assumimos que podemos errar, que assumiremos nossos erros e que estes serão corrigidos, o quanto antes, dentro das regras do segmento. Um exemplo prático que posso te fornecer é o post que falamos de um atraso em nossas obras (clique neste link). Eu te pergunto agora: tal atitude traz reputação? Nós acreditamos que sim.

Conteúdo B: Que tipo de mudança de processo ocorreu através da ferramenta?

Roberto Loureiro: Um exemplo de processo interno que mudou devido ao blog foi a tramitação de alguns documentos. Como exemplo, verificamos no site algumas reclamações ou questionamentos sobre um tipo de documento, o de entrega de chaves. Nesse momento os nossos clientes já estão super ansiosos por receber as chaves da realização de seus sonhos, a expectativa deles é alta e a zona de tolerância se torna bastante reduzida nessa fase. Esse documento ia para o Departamento jurídico que agilizava todo o processo de liberação e entrega, porém percebemos que o jurídico não trabalha com a mesma percepção de foco no cliente que o relacionamento possui. Hoje em dia esse documento vai diretamente para o relacionamento que alinha as expectativas de nossos clientes à realidade do processo, diminuindo desta forma a ansiedade, a frustração e as reclamações.

tecnisa Blog Tecnisa é o primeiro blog corporativo do Mercado Imobiliário. Ele é mantido pela construtora Tecnisa como meio de comunicação e relacionamento com seus stakeholders. Roberto Loureiro atua como blogueiro e analista de e-business da empresa.

 

Andre Sampaio(eu), editor do Conteúdo B: Repare nessa mudança de atitude. É neste momento que a credibilidade é testada. Fiquei surpreso com a divulgação do link, mas, ao mesmo tempo, feliz. A Tecnisa só explanou notícias ruins, isto é bom?, deve estar se perguntando o leitor. O melhor seria se tudo isso não tivesse ocorrido, claro. Mas acontece, quem não está sujeito a erros ou a crises? Uma coisa a empresa prova, eles não estão sendo omissos. Relacionamento e comunicação são importantes nos bons e também nos momentos ruins. Até nisso mostraram pioneirismo, pois o padrão das empresas brasileiras é dificultar o acesso às notícias desagradáveis. Há quem enxergue boas oportunidades mesmo nos momentos difíceis. A saída é a verdade.

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Li recentemente na revista Época uma entrevista com o sociólogo e consultor americano, Hy Mariampolski, um dos pesquisadores mais antenados nas novas tendências globais de consumo. Para ele, os consumidores hoje estão mais céticos e já não acreditam em tudo o que os marqueteiros falam. “Os consumidores querem ser respeitados, ouvidos e tratados como seres inteligentes”, diz. Para Mariampolski, a internet deixou as empresas mais vulneráveis. “Não dá mais para enganar ninguém”, afirma.

Segundo o especialista, “quando queremos aprender sobre um novo jogo, podemos descobrir coisas sobre ele de forma instantânea, com quem o conhece na Coréia, na França. Isso faz grande diferença. Vale para o uso, compras, novas idéias”. Produtos que não funcionam e empresas que agem de má fé também entram na lista dos investigáveis.

“Não dá mais para enganar ninguém, porque, se algum produto não funcionar no Japão, podemos descobrir isso de forma instantânea nos Estados Unidos ou no Brasil”, afirma. Toda essa mudança afetou a vida do marqueteiro, que, de acordo com Mariampolski, tenta se adaptar ao novo cenário: o que os marqueteiros estão fazendo – e têm de fazer – é intensificar sua relação com o consumidor. “Não apenas na internet, mas com consumidores reais”, constata (Fonte: revista Época).

Web 2.0

Note que há algumas características do conceito de Tim O´Reilly Media sobre Web 2.0, descrito aqui mesmo no Conteúdo B: simplificação das interfaces, participação do usuário, mudança no relacionamento.

Etnografia

Por muito tempo, o setor de pesquisa de mercado se satisfazia só com perguntas as suas respostas. Reportagem do Portal Exame afirma que “por isso, cada vez mais empresas recorrem a uma técnica surgida a partir dos estudos do comportamento de tribos e comunidades primitivas: a etnografia, o ramo da antropologia que se dedica à pesquisa de campo”.     

‘O manual do marketing etnográfico posto em prática pelas corporações baseia-se no pressuposto de que, para conhecer de verdade um consumidor, é preciso conviver com ele e prestar atenção em sua rotina – onde mora, como se alimenta, que roupas usa, como se comporta no trabalho. “Temos oportunidade de pescar coisas que jamais seriam notadas em pesquisas convencionais”, afirma Dulce Perdigão, diretora de pesquisas da Unilever para a América Latina’ (Fonte: Portal Exame).

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O termo é utilizado para descrever a segunda geração da World Wide Web, tendência que reforça o conceito de troca de informações e colaboração dos internautas com sites e serviços virtuais. Tim O´Reilly Media, autor da expressão utilizada pela primeira vez em 2004, define da seguinte maneira: “Web 2.0 é a mudança para uma internet como plataforma, e um entendimento das regras para obter sucesso nesta nova plataforma. Entre outras, a regra mais importante é desenvolver aplicativos que aproveitem os efeitos de rede para se tornarem melhores quanto mais são usados pelas pessoas, aproveitando a inteligência coletiva” – aprendizado constante (Fonte: Wikipédia).

Ou seja, a medida em que as pessoas utilizam determinados softwares ou produtos on line, elas transmitem informações que corrigem, alteram e melhoram o tempo todo. Desta forma, tornam-se serviços pagos mensalmente, ao invés de pacotes (ex. office, antivírus) adquiridos periodicamente  com as atualizações – Beta perpétuo.

Outro ponto fundamental é a participação do usuário colaborando para a organização do conteúdo. Dentre os mais famosos – gratuitos – temos a enciclopédia Wikipédia, que conta unicamente com os internautas para criar e modificar as informações. Há também os softwares de relacionamento como o Orkut, Facebook, blogs, fotologs etc, voltados para a formação de comunidades e redes sociais na internet.

Repare que nestes softwares relacionados acima há uma simplificação das interfaces, que permitem ao internauta comum produzir conteúdo sem que necessite de conhecimentos avançados de programação ou HTML. Os layouts tornam-se mais agradáveis e técnicas de usabilidade e arquitetura da informação surgem para compreender e facilitar o acesso dos usuários. 

Empresa / cliente

Entretanto, mesmo quando o conteúdo não é gerado pelos usuários, ele pode ser enriquecido através de comentários, avaliação ou personalização. Do ponto de vista empresa/cliente, a mudança ocorre na interatividade entre emissor e receptor, permitindo um retorno mais rápido, fácil e transparente entre as partes. O relacionamento muda bastante, a empresa ganha no monitoramento do perfil do cliente, em humanização e carisma. Resumindo, o contato é mais próximo.   

Polêmica

E não é só isso. O conceito é mais amplo e permite uma boa variedade de opiniões, pois ainda não existe uma definição 100% correta. Há quem diga que tudo isso não passa de uma jogada de marketing. Eu já li também que o blog, apesar de possuir todas as características, não faz parte da Web 2.0. O argumento utilizado é que ao monitorar as respostas, o blogueiro pode excluir o que não for do seu interesse. Porém, conversando com especialistas, sempre escuto o oposto.

Para facilitar o entendimento, encontrei um vídeo explicativo sobre as mudanças que ocorrem com a nova geração da internet. O nome dele é “Web 2.0 – A máquina somos nós” (05′ 02″), com tradução e adaptação do vídeo “The Machine is Us/ing Us“, de Michael Wesch. Acompanhe abaixo.

 

 

Uma segunda sugestão seria o vídeo “Supermarket 2.0″ (05′ 40”). A história – legendada em português – é uma caricatura de um supermercado totalmente Web 2.0. Bastante divertido, ajuda a entender a importância das palavras-chaves, o funcionamento dos buscadores (ex. google), participação e conteúdo gerado pelo consumidor, alguns softwares etc.

E você, leitor, o que entende por Web 2.0? Colabore!

 

Fontes:

Wikipédia

Folha de S. Paulo

WEB 2.0 BR

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O Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística acompanhou durante dois meses 240 blogs e 22 comunidades no Orkut para compreender os mecanismos de formação de opinião e circulação de comentários sobre investimentos e finanças pessoais na internet. Segundo o levantamento, “além dos posts e dos comentários, foram analisadas as tags utilizadas pelos internautas para classificarem os assuntos, bem como o inter-relacionamento entre as diversas comunidades sobre finanças”.

Para o diretor de análise de mercado do IBOPE Inteligência, Marcelo Coutinho, “o processo de aparecimento de ‘formadores de opinião’ na internet não é necessariamente similar ao que se verifica na comunicação de massa, e exige trabalharmos com variáveis diferentes das normalmente empregadas pelo marketing tradicional”.

Coutinho destaca que “não é possível quantificar a influência de um blog ou comunidade somente pela sua audiência: precisamos levar em conta a ‘autoridade’ de cada blogueiro ou participante de comunidade, bem como o nível de atividade que um comentário ou post provoca, incluindo reações favoráveis ou desfavoráveis”.

CONFIANÇA NOS BLOGS AUMENTA

Confirmando o acréscimo de credibilidade na mídia gerada pelo consumidor, o site Comunique-se* publicou a matéria “Internautas brasileiros confiam cada vez mais em informações de blogs“:

“Em pesquisa realizada por e-mail com 1820 participantes em todo o Brasil, o Instituto de Pesquisas Qualibest indica que 12% do total de entrevistados acreditam totalmente e 86% acreditam parcialmente nas informações que encontram em um diário virtual. Já 72% dos entrevistados afirmaram que, por meio dos blogs, já obtiveram informações que ajudaram a formar uma opinião sobre uma marca ou serviço” (Fonte: Comunique-se).

Esses dados aparecem em boa hora para sustentar que as mídias sociais vêm ganhando força. É lógico que nem toda fonte é segura, entretanto o interessante nesta situação é a redução da concentração da informação. De fato, abre-se espaço para um diálogo plural, onde mais cidadãos obtêm a oportunidade de se pronunciar, discordar e opinar sobre quaisquer temas.

 

Fontes:

IBOPE

Comunique-se

Instituto de Pesquisas Qualibest

* Blog Trabalho em Comunicação etc.

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Roberto Machado, Doce Shop

“Gosto do trabalho do Roberto Machado, da DoceShop, de Ribeirão Preto-SP”(…), apontou Fábio Cipriani sobre os blogs que considera referência no Brasil, durante o bate-papo com o Conteúdo B. Refletindo sobre o comentário, decidi conversar com o blogueiro/doceiro para conhecer os resultados obtidos com a ferramenta. Neste ping-pong, os assuntos abordados são: benefícios, mensuração – número de visitantes no site e no blog -, imagem e reputação, atualização do conteúdo, principais públicos atingidos e um pouco mais.

Conteúdo B – Qual(is) o(s) benefício(s) e a(s) vantagem(ns) do blog para a DoceShop?

Roberto Machado: Pouco tempo depois da implementação, o blog influenciou muito o faturamento da área de atacado da empresa. Na época, o aumento foi de 30% do faturamento via entregas de doces por transportadoras. Graças a ele, o nosso site ganhou mais visibilidade nos buscadores e conseguimos novos clientes através dos novos contatos gerados.

Conteúdo B – Qual é a diferença na quantidade de acessos ao site antes e depois da implementação do Blog?

R.M: Eram 54 acessos por mês, mas hoje o site todo (incluindo o blog) tem em média 2.300 visitas diárias.

Conteúdo B – Quantas pessoas acessam o blog?

R.M: Coloquei recentemente uma traquitana para o acompanhamento público. Você pode ver aqui neste link. (Conteúdo B: Na semana anterior a elaboração do post, o pico aconteceu no dia 26/06, quinta-feira, com 2.409 visitas).

Conteúdo B – O blog é a parte que mais recebe visitas no site?

R.M: Sim, por causa do leitor de feed (RSS). No início, era uma visita por pessoa, mas atualmente são 2.2 visitas por usuário.

Conteúdo B – Custa caro manter um blog?

R.M: No geral, não é caro atualizar nem o conteúdo do blog, nem a ferramenta em si (software e outros custos). Como a empresa já tinha despesas de hospedagem com o site (antes do blog), o blog tornou-se uma maneira de usufruir melhor deste custo. A ferramenta que uso para o nosso blog é o WordPress, portanto, gratuita.

Conteúdo B – Como você faz para atualizar?

R.M: Faço as atualizações (dos posts) em minhas horas vagas, o estudo e reflexão necessária era algo que eu costumava fazer antes mesmo de ter um blog, sendo assim, não me custa nada. Na verdade, atualizar o blog é uma atividade lucrativa (para o crescimento pessoal), já que ajuda a me manter sempre atualizado e a ter novos insigths para minha vida pessoal e empresarial.

Conteúdo B – Quais os temas abordados no DoceBlog (nome do blog)?

R.M: Abordo praticamente qualquer tema, desde que por um ângulo de visão do empreendedor. Fiz isso, porque nosso cliente do atacado é empreendedor. São pessoas que compram para revender, sendo assim, para atrair este público, trato de assuntos do interesse deles. Outro motivo é que esse assunto é natural para mim, tornando meu trabalho mais fácil e mais rápido.

Conteúdo B – Quais os públicos atingidos?

R.M: Os leitores do blog são clientes em potencial (prospects) e alguns (minoria) clientes mesmo. Também recebo muitos contatos de fornecedores, porém nenhum efetivado através do blog (ainda).

Conteúdo B – O que você pode dizer sobre ganhos em imagem?

R.M: O blog é uma excelente ferramenta para dar uma “cara” humana à empresa. A DoceShop é uma microempresa e usa a proximidade com o dono que o blog oferece para incrementar algo de extrema importância para quem é pequeno. Reputação e confiança refletem em mais chance de venda. Afinal, ninguém compra de alguém pela internet com desconfiança ou com medo de ser enganado. Resumindo, o blog uniu a minha imagem com a da empresa, ao contrário de muitas empresas grandes que “escondem” os proprietários atrás de uma parede burocrática. Mais arriscado sem dúvida, mas quem está na chuva é para se molhar. 

  

Roberto Machado é blogueiro desde abril de 2006. “Entusiasta do empreendedorismo, (…) amante da tecnologia, marketing e administração, não poderia ter encontrado uma maneira mais doce de colocar tudo em prática e realizar seus sonhos”, define o auto-retrato do fundador da DoceShop em seu site.

 

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